Apresentação
Por Fernando Maciel*
A História da humanidade é construída através de elementos
resultantes de teses desenroladas em narrativas que chamamos de fatos
históricos, estes se transformam após o aparecimento de antíteses que se chocam
com as teses para que resultem em sínteses suprimindo ou modificando aquela
narrativa, colocando uma nova ou apenas
outra devidamente transformada com a amalgama dos elementos ditos outrora,
diante disso todo o materialismo histórico dialético se desenvolve resultando
na História propriamente dita.
O presente blog tem como objetivo desenvolver ensaios
materialistas dialéticos da História que compõe toda a humanidade desde seu
surgimento na África até os dias contemporâneos, pretende-se, não obstante de
não concordar com a divisão tradicional da história, mostrar uma História
dividida em conformidade com o mesmo, ou seja, Pré-História, Idade Antiga,
Idade Média, Idade Moderna e Contemporânea, pois colocando os fatos históricos
em uma ordem cronológica e situando em seus devidos espaços e tempos a
compreensão se torne mais eficiente e eficaz e o processo de ensino e
aprendizagem da História como ciência atinja os resultados almejados por esse
subscritor.
Muitos devem estar perguntando por que o nome do blog é “Fragmentos
da História Materialista Dialética”, assim foi feito, pois o estudo da História
com viés marxista diz que a História dos seres humanos em sociedade advém das condições materiais nas quais
vivem, ou seja, essas condições são determinantes e regadas de elementos para
construir a história propriamente dita, a realidade que se é construída existe
por si só independente da vontade
humana, mas dialeticamente ela é transformada mediante ações materiais produzidas ao longo da história
resultando em processos que incluem todos os sistemas políticos, econômicos e
sociais que as sociedades são compostas. Os ensaios serão compostos por
fragmentos da história de forma cronológica, esse vários recortes interligarão
os vários fatos históricos demonstrando o dito no primeiro parágrafo desta
introdução.
Parafraseando Sigmund Freud, quanto menos alguém sabe sobre o passado
e o presente, mais inseguro será o seu juízo sobre o futuro. Baseado
nos argumentos de Freud, a cultura é imposta a uma maioria por uma
minoria que soube apropriar-se dos meios de poder e coerção.
Conhecer o passado é um aspecto fundamental da natureza humana, através
desse conhecimento entendemos como ocorreram todos os desenvolvimentos
socioculturais.
Baseamo-nos em erros e acontecimentos de épocas
anteriores, e aprendemos com isso, ou até tiramos proveitos de certos
conceitos, que ainda podem ser aplicados hoje. Somos obrigados a
repensar os valores impostos por todos aqueles que influenciaram nossa
cultura.
Partindo dos pressupostos acima concluo que
concomitantemente ao conhecimento do passado ou não, existe uma regra
universal que a vida é cíclica e por isso estamos em constante mudança materialista dialética, mudanças podem ser boas ou ruins, mas a mudança sempre estará
ocorrendo interiormente e sendo materializadas no mundo exterior,
diante desses ciclos algumas necessidades interiores surgem, uma delas é a
cobiça de adquirir conhecimento, bem como o compartilhamento do mesmo.
Nesse
campo do conhecimento estudaremos o passado humano em seus vários
aspectos: economia, sociedade, cultura, ideias e cotidiano.
Investigaremos e interpretaremos de forma critica os acontecimentos,
buscando resgatar a memória da humanidade e ampliar a compreensão da
condição humana e de tudo em oculto que o meio comum não mostra. Faremos
um trabalho baseado, principalmente, na pesquisa de documentos, como
manuscritos, impressos, gravações, filmes, objetos, jornais e fotos,
acontecimentos conspiratórios ou não. Depois de selecionarmos,
classificarmos e relacionarmos os dados levantados analisaremos sua
importância e seu significado para a compreensão do encadeamento dos
acontecimentos mesclando o passado, presente e o futuro.
Não tenho pretensão de contar toda a História da humanidade
com riqueza de detalhes e nem impor verdades absolutas, apenas pretendo mostrar
fatos verossímeis e regados de interpretações para que o leitor possa refletir
e dialeticamente criar esta História através dos elementos aqui
apresentados.
* Sou ensaista, crônista, escritor, administrador e estudante de licenciatura plena em História na Academia de Educação, Ciências e Letras Don Domênico, localizada na cidade do Guarujá, Estado de São Paulo.
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